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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Urna eletrônica completa 18 anos sem fraudes confirmadas e recorde no tempo de apuração

O conhecido barulhinho da urna eletrônica já é ouvido pelos eleitores brasileiros há 18 anos. Lançada em 1996 para contabilizar os votos de milhões de eleitores com mais rapidez e segurança, a urna comemora a “maioridade” este ano sem suspeita de fraude confirmada e várias reproduções pelo mundo. A tecnologia brasileira foi adotada no Equador, Paraguai, Argentina, Costa Rica e República Dominicana. As eleições passaram a ser totalmente informatizadas desde 2000 e, em 2010, o resultado do pleito presidencial foi um novo recorde mundial na apuração da votação. Um ano antes, em 2009, o tribunal convidou mais de 30 especialistas em tecnologia da informação a participar de testes públicos de segurança da urna eletrônica. Depois de quatro dias de tentativa, nenhum deles conseguiu invadir o sistema ou burlar os dados. Em 2012, novos testes públicos foram feitos por uma equipe da Universidade de Brasília (UnB), que conseguiu "desembaralhar" a ordem dos votos registrados pela urna. Porém, o grupo não chegou a identificar os eleitores. O software da urna é composto de uma versão do sistema Linux, criada por uma empresa autorizada. Por meio de programas de computador, as regras do sistema eleitoral são traduzidas a linguagem informática (código-fonte). Seis meses antes das eleições o código é liberado para que os partidos políticos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público possam verificar o sistema em busca de falhas. Representantes desses órgãos assinam digitalmente os programas compilados, testados e assinados pelo Tribunal Superior Eleitoral. As informações são da Agência Senado. 

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