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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Para Lídice, terceiro lugar foi derrota no 'primeiro momento': 'vamos prosseguir nesse passo'

Sem ter que decidir a quem dedicar seu apoio, após a vitória em 1º turno de Rui Costa (PT) para o cargo de governador, Lídice da Mata (PSB), que ficou em terceiro lugar na disputa, preferiu não falar sobre seus planos para o futuro – que de certo, tem a continuidade do mandato de senadora. “Meu destino é o mesmo. Não tem porque ir para lugar nenhum. Eu tentei construir uma terceira via na Bahia”, disse a socialista, que planeja “prosseguir” na tentativa de romper com a polaridade entre PT e os partidos de oposição, como DEM e PSDB. “E para quebrar isso não quer dizer que eu tenha saído derrotada, quer dizer que nós fomos derrotados neste primeiro momento, porque ninguém vence sem dar o primeiro passo. Nós demos o primeiro passo para tentar uma quebra de paradigma e vamos prosseguir nesse passo”, afirmou. Lídice não tem entre seus planos retomar a aliança com o PT. “Não tem porque eu tomar uma decisão de ir para PT, apoiar PT; para que eu vou apoiar PT? O PT se elegeu. O meu partido foi colocado numa posição de não ter vencido a sua proposta de levar a Bahia a uma disputa de uma terceira via”, disse ela, que, no entanto, não eliminou a possibilidade de participação de um governo do partido, questão que define como “para o debate”. “Não há pressa. Eu tenho que consultar o meu partido, eu não posso definir por mim mesma. Tenho que ouvir os candidatos a deputado, tenho que ouvir o partido como um todo. E não tem porque ser discutido porque o PT também não explicitou esse desejo, então porque que nós vamos discutir uma coisa que não está posta. Eu não me sinto na necessidade de debater uma questão que não está colocada. Quando ela for colocada, se for colocada, nós debateremos”, pontuou. A congressista comentou o fato de Rui vencer a eleição em primeiro turno, que vê como tendência à inércia. “O estado da Bahia é um estado que precisa de oxigenação política. O fato de nós decidirmos campanhas e mais campanhas , do tempo de Antônio Carlos [Magalhães] até os dias atuais, sempre no primeiro turno, é uma revelação, na minha opinião, do pouco debate político que ocorre no nosso estado. Há uma tendência inercial à continuidade historicamente na Bahia”, apontou ela. Lídice criticou a nova regra de tempo de TV, que permite novos partidos herdem os segundos de deputados que migrem para as legendas, se disse prejudicada pela “a força da máquina e da grana”. No resto de seu mandato, no Senado, pretende continuar com a bandeira pela reforma política. “A conclusão mais imediata desta eleição, que eu tiraria, é de que é indispensável, urgente, a reforma política no Brasil, a reforma política que democratize o poder; que defina o financiamento público de campanha, que defina lista fechada, fortalecendo os partidos e não as pessoas; quer proíba, na medida que defina o financiamento público de campanha, que não seja permitido as duas coisas, o público e o privado”, citou a candidata, que acha “estranho” a defesa da reforma por outros partidos PT, que retirou o projeto da lista de prioridades do Senado. Em avaliação de sua campanha, voltou a citar o "efeito Marina", que acredita que "impactou muito pouco nas campanhas todas regionais do PSB" e que "não atrapalhou" sua candidatura, mas também "não ajudou" – o que se soma aos apoios das lideranças regionais de Rui e de Souto. A socialista não quis opinar sobre o possível apoio que a candidata à presidente de seu partido pode conceder à Dilma Rousseff (PT) ou Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. A decisão, informou, deverá ser tomada em reunião do diretório nacional marcada para o próximo dia 13. Fonte e Foto: Bahia Notícias

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