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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Petistas e democratas ainda não desmontaram os palanques na Bahia


As eleições na Bahia terminaram no último dia 5 de outubro, mas tanto o palanque governista quanto o oposicionista ainda estão montados.

A batalha agora entre petistas e democratas baianos é por conta dos votos dos eleitores baianos para seus candidatos à presidência da República que disputam o segundo turno.



De um lado o presidenciável Aécio Neves (PSDB), que conta com o apoio do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), principal nome da oposição hoje. Do outro lado a postulante à reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT), que tem o patrocínio do seu correligionário e atual governador Jaques Wagner (PT) e também do futuro líder baiano Rui Costa (PT).




Os três ocuparam os holofotes nacionais nos últimos dias após declarações em jornais de grande circulação no país. O governador Wagner mirou Aécio e disse que ele “não poderia dar aula de ética”. O seu avalista na Bahia, ACM Neto, rebateu e afirmou que Wagner seria uma das “últimas pessoas com autoridade para falar de corrupção”. No meio do fogo cruzado entre os chefes dos Executivos, o futuro gestor baiano também decidiu mandar bala. Rui acusou o gestor soteropolitano de “desviar” recursos da prefeitura da capital baiana em benefício das empresas de comunicação pertencentes à família Magalhães.

As atitudes nada republicanas dos líderes políticos nas vésperas do pleito presidenciável deixam claro que o futuro político de ambos – tanto petistas quanto democratas baianos – poderá começar a ser traçado logo após a abertura das urnas, no próximo domingo (26).

A aposta no tabuleiro da política é que a vitória de Aécio facilitaria a reeleição de ACM Neto em 2016 e, automaticamente, carimbava seu passaporte para a disputa ao governo em 2018. Caso Dilma saia vitoriosa, o PT se fortaleceria na esfera estadual e, consequentemente, em Salvador onde teria a possibilidade de forçar uma "sangria" na gestão demista e facilitar a sonhada conquista, pela primeira vez, do comando do Palácio Thomé de Souza. Além de tomar a prefeitura da capital, os petistas poderiam ainda enfraquecer o arsenal do principal líder oposicionista.

Independente de qualquer projeção política, a torcida é para que na próxima segunda (27), seja quem for o vitorioso, os palanques sejam desmontados na Bahia, a batalha se encerre e o equilíbrio seja restaurado, porque gestor republicano não pode passar todo o mandato tentando derrotar o adversário. Fonte: Bocão News

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