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quinta-feira, 2 de abril de 2015

HGST: Médicos suspendem atendimento

 Os médicos do Hospital Geral Santa Tereza, localizado em Ribeira do Pombal, decidiram paralisar suas atividades a partir de quinta-feira, 2 de abril 2015, devido ao não pagamento dos salários referentes aos meses de janeiro e fevereiro e ao não cumprimento do acordo firmado em janeiro entre os médicos e o hospital, que previa regularização do atraso salarial e benfeitorias para o bom funcionamento da unidade. As informações foram divulgas pelo Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed).
Segundo a assessoria do Sindimed, diante de um ambiente de incertezas e de total descaso da Fundação José Silveira (FJS) - empresa terceirizada pelo Estado para gerir a unidade -, com seus profissionais médicos, a paralisação continuará até que a dívida seja sanada e o acordo para um cronograma de pagamento seja firmado.
Devido à impossibilidade de manter o atendimento de 30% por cada especialidade, já que na emergência está escalado apenas um plantonista de cada especialidade, os médicos estão orientando a população, através de divulgação pela imprensa, a procurarem outras unidades de pronto atendimento na região. Os pacientes que já se encontram no hospital deverão ser transferidos para outras unidades através da central Estadual de Regulação. Aqueles pacientes que se encontram na Unidade de Terapia Intensiva, manterão a regularidade de seu atendimento, porém também será solicitada sua transferência. 

Em fevereiro, os médicos enviaram uma carta à direção do hospital, à Prefeitura, Sesab, Cremeb, Ministério Público e ao Sindimed, listando os diversos problemas estruturais da unidade, como aparelhos de raio-x e tomografia quebrados; falta de medicamentos e também materiais básicos como termômetros, glicoseímetros e tensiômetros, entre outras adversidades que prejudicam o trabalho dos profissionais da  unidade e moradores da região que necessitem de atendimento. 

Esta realidade só fortalece a luta antiga do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), contra a terceirização na saúde, por considerar uma ameaça aos direitos do trabalhador médico. Para o presidente do Sindimed, Francisco Magalhães, todos os problemas enfrentados pelos profissionais decorrem da precariedade dos contratos de trabalho. De acordo com Magalhães, o vínculo dos profissionais nas unidades de saúde pública tem que ser direto com a Sesab e o ingresso deve se dar através de concurso público. Do Bocão News. 

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