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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Rio 2016: Poliana Okimoto é bronze na maratona aquática


O fôlego guardado para o sprint final não foi suficiente. Ali, naqueles metros finais, Poliana Okimoto foi engolida pelas rivais que vinham lutando com ela pela medalha de bronze durante todo o percurso dos 10km. A brasileira via seu sonho escapar depois de quase duas horas de briga intensa no mar de Copacabana. À sua frente, bem mais felizes do que ela, estavam a francesa Aurelie Muller e a italiana Rachele Bruni. A brasileira teria de se contentar com o quase. Ainda se refazia do esforço e do resultado, procurava pelo abraço do marido-técnico, até ver no placar seu nome ganhar a terceira posição. A análise da arbitragem tirava  Muller do pódio por ter segurado Bruni na hora da batida no pórtico de chegada. A prata e o bronze tinham novas donas. A Federação Francesa entrou com recurso, mas ele foi negado. 

EM BANZAÊ TEM!

Não estou nem acreditando. Treinamos tanto, esperamos tanto... Aí na hora não acreditamos, demoramos para a ficha cair. Eu merecia essa medalha, eu construí ela. Em Londres, foi uma experiência difícil, e agora tentei deixar isso de lado, porque tinha a chance de a água estar fria...Treinei em água fria, me preparei para todo tipo de mar. Mas Deus é brasileiro, deixou o mar tranquilo, com uma água boa. Quando eu fiquei em quarto, eu saí satisfeita porque tinha dado o meu máximo. Eu não tinha o que dar mais. Era o meu 100%. Mas veio o terceiro e foi emocionante. Eu sou meio chorona para tudo. As meninas já tinham me falado que a francesa poderia ser desclassificada, mas não era oficial. Quando soube, não consegui segurar as lágrimas. O quarto lugar é ingrato, mas na hora que cheguei eu não tinha condições de dar nada. Eu não estava frustrada. Já era a melhor prova da minha vida. Fonte e Foto: Globo Esporte.com

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