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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Ouvidoria do TCE faz visita a Ribeira do Pombal


Ao ouvir do representante do TCE/BA o exemplo prático de uma obra inacabada de uma quadra poliesportiva e os indícios que sinalizam alguma irregularidade na execução do equipamento, os estudantes do Colégio Central de Ribeira do Pombal relataram que a situação apresentada se assemelha ao que é vivenciado pela comunidade estudantil há alguns anos.

“Não durou muito para a empolgação se transformar em frustração. Com o passar do tempo, o número de operários foi caindo drasticamente até a obra parar completamente. A empresa contratada abandonou o serviço e tivemos que acionar a Direc. Fizemos a denúncia à Ouvidoria da Secretaria de Educação, colhemos assinaturas para reclamar com as autoridades e achamos que, com a visita do governador, teríamos o caso solucionado. Mas até agora nada”, informou o estudante do 3º ano do ensino médio, Bruno Souza Almeida.


Mas as denúncias não pararam por aí. Os alunos se queixaram também de problemas estruturais e da falta de segurança, alegando que a unidade já foi assaltada inúmeras vezes. O ouvidor adjunto do TCE/BA, Paulo Figueiredo, orientou os alunos a formarem grupos e fotografarem a placa da obra, além da estrutura abandonada. Ele também apresentou os canais de comunicação da Casa de Controle, como WhatsApp (71) 99902-0166, telefone 0800 2843115 e o site www.tce.ba.gov.br.

A equipe da Ouvidoria visitou o local da obra e verificou a veracidade dos depoimentos, constatando que a placa já não possui informações obrigatórias, a exemplo do valor do investimento. A placa identifica apenas a obra como sendo de “Ampliação de Unidade Escolar”, referente ao convênio 7035 06/2010, celebrado com o governo federal, com contrapartida do governo estadual.


“Temos conhecimento dos nossos direitos, mas não sabemos como exercer com efetividade. Já tínhamos recorrido a algumas instituições, mas aprendemos na prática a força do corporativismo. Não tivemos nenhuma resposta. O TCE se apresenta como órgão autônomo e vamos apelar com certeza para a instituição. Não vamos compactuar com uma irregularidade tão escancarada. É a nossa oportunidade que eles estão assaltando. Não vamos deixar que roubem o nosso sonho. Não quero que outros passem pela mesma situação”, afirmou Virna Andrade de Souza, estudante do 3º ano do ensino médio.

Os estudantes se comprometeram a buscar junto à direção os documentos referentes ao equipamento, o abaixo-assinado, além de encaminharem pelo WhatsApp todas as fotos solicitadas, o histórico e órgãos acionados até o momento.  Do site TCE – Bahia.

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