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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Morre Edvaldo Calasans (Dadá), ex-prefeito de Ribeira do Pombal



Faleceu em Salvador o ex-prefeito de Ribeira do Pombal, Edvaldo Cardoso Calasans, conhecido por todos por Dadá.

Sua vida na política veio por influencia do seu pai, Edval Calasans, este foi prefeito de Pombal na década de 70 e primeiro da história de Banzaê assumindo em 1990.

Dadá foi eleito vereador em 1988 e prefeito por duas vezes, 1996 e 2000, considerado a grande liderança política do município na década de 90. Foi ainda candidato a deputado estadual em 2006 e prefeito em outras duas ocasiões, 1992 e 2008.

Presente também na política banzaeense, seu grande momento foi quando emplacou seu irmão, Rico, como vice na chapa vencedora em 2000, sendo Zé Leal o prefeito. 


Velório e sepultamento



Conforme previsto, o corpo foi velado em sua residência desde a chegada a cidade na noite desta quinta-feira, dia do falecimento, até o início da manhã desta sexta, 12 de julho, momento em que seguiu para a Câmara Municipal. Por fim, o cortejo seguiu pelas principais ruas da cidade acompanhado por uma multidão, até o Cemitério Senhor da Ascensão, onde foi sepultado sob grande comoção. Fotos do Facebook 


Breve histórico por Osvaldo Morais


Edvaldo Cardoso Calasans nasceu em 17/01/1955, em Mirandela, na época pertencente ao município de Ribeira do Pombal, filho do ex-prefeito Edval Calasans e de Dona Morena, irmão mais velho de Eurico Calasans e Valter Calasans. Ainda menino, foi criado entre a sede do município e a propriedade rural do pai, em Mirandela. Muito jovem, teve que morar com uma tia em Uauá, irmã de dona Morena, com o objetivo de estudar os anos finais do Primeiro Grau, hoje ensino fundamental, e concluir essa modalidade de ensino. 

Nos anos 60 mudou-se para Salvador a fim de estudar o Segundo Grau. Nos anos 70, mais uma vez Edvaldo Calasans migrou, dessa vez para Aracaju, onde serviu o Exército Brasileiro, faz carreira e tornou-se oficial, galgando o posto de 3º tenente. Nesse período, conheceu sua futura esposa, Marta Marcília de Melo Gomes, com quem teve três filhos, Alessandro, Breno e Vinícius Calasans. Sua vida sempre foi influenciada por seu pai, Edval Calasans, o popular Divá, prefeito de Ribeira do Pombal, eleito em 1976, e o primeiro da história de Banzaê, em 1990. 


Em Salvador, fez graduação em Administração de Empresas. Nas férias sempre voltava para Ribeira do Pombal e Mirandela, ocupando-se com os problemas sociais do povo, das vivências políticas do seu pai, quando desenvolveu grande habilidade no trato das relações interpessoais, destacando-se pelo carisma e pelo fácil traquejo social, principalmente com a população mais pobre.

Nos anos 90, saiu do Exército e veio morar em Ribeira do Pombal, com esposa e dois filhos, Alessandro e Breno e passou a se ocupar de atividades diversas, com barracas de festas em diversas cidades de nossa região e irrigação rural na propriedade do seu pai, em Mirandela. No entanto, essa empreitada foi frustrada, vez que em 1995 os índios kiriris conseguiram na justiça federal a retomada do distrito de Mirandela, quando todos os não índios tiveram que abandonar suas propriedades e saírem da região.

Seu espírito aguerrido, de discurso forte e ressoante, inteligência e perspicácia reconhecidas até pelos adversários, o fizeram lançar como líder popular, lhe rendendo o papel nato de opositor ao poderio de quase 50 anos da família Brito, na política. Nos anos 80 e 90, Edvaldo Calasans era o Dadá que se fazia ouvir em todos os recantos do município, a ponto de ser eleito vereador, em 1988, um dos poucos que conseguiram esse intento fora da zona de influência da elite local. Fez um mandato pautado na defesa dos problemas sociais e em contraposição ao poderio da família Brito. Candidatou-se para prefeito na eleição seguinte, mas foi derrotado para o candidato da elite. 

Seguindo sempre com sua linha de atuação marcante, ao lado dos mais pobres, conseguiu enfim, se eleger prefeito de Ribeira do Pombal, em 1996, quando acabou por ter seu grupo político batizado popularmente como “Pardais”. Nesse mandato destacou-se por fazer uma gestão séria, profissionalizando e moralizando os serviços públicos, em especial a Educação, adotando uma política salarial adequada, pois até então os funcionários municipais recebiam salários irrisórios. Contratou professores graduados de Feira de Santana e incentivou a formação dos professores leigos do município, realizou concurso público e supriu os quadros de serviços municipais. Esse mandato foi um divisor de eras, daí em diante o município tomou novo rumo.

Edvaldo, o Dadá, foi reeleito em 2000, destacando-se por trazer diversas obras, a exemplo do mandato anterior, mas já no terceiro ano desse mandato sofreu terrível contraposição partidária por parte dos opositores, uma onda de denúncias e processos, impossibilitando seu prosseguimento. Foi ainda candidato a deputado estadual em 2006 e a prefeito em outras duas ocasiões, 1992 e 2008.

Notabilizou-se por ter uma personalidade dócil, não guardar mágoas, estar sempre solícito e responder a ofensa com um sorriso leal. Assim, chegou a neutralizar inúmeros ofensores, fazendo-os renderem-se diante dele. Na manhã de quinta-feira, dia 12 de julho de 2019, Edvaldo Cardoso Calasans, faleceu em Salvador, aos 64 anos de idade, vítima de câncer.

Sua voz irá para sempre ressoar nas mentes dos seus admiradores e adversários políticos: "Pais, mães desta terra, juventude, famílias pombalenses. Meus queridos pardais" era assim que Dadá iniciava seus pronunciamentos políticos. Foi assim que Dadá se fez ouvir e sempre será ouvido, pois sua história já está marcada como a do político pombalense mais importante que conhecemos. Do Facebook do Professor Osvaldo Morais 




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